Martin Scorsese, um dos maiores nomes da história do cinema, revelou que quase tomou uma decisão radical para proteger seu clássico Taxi Driver (1976). Em depoimento à série documental Mr. Scorsese, o diretor contou que cogitou entrar armado no estúdio para roubar e destruir as cópias do filme após ser forçado a cortar cenas.
Na época, a MPAA (associação que regula classificações indicativas nos EUA) pressionava Scorsese a reduzir a violência do longa, especialmente no clímax sangrento protagonizado por Robert De Niro como Travis Bickle. Para evitar que o filme recebesse a temida classificação X — que praticamente mataria seu alcance comercial —, o cineasta foi obrigado a suavizar algumas sequências.
A situação irritou tanto Scorsese que ele chegou a considerar um ato extremo: invadir o estúdio e destruir o material original. “Era meu filme, e estavam tirando pedaços dele. Eu me senti encurralado”, contou.
No fim, Scorsese não precisou recorrer a medidas drásticas. Ele conseguiu negociar e reverter a maior parte das mudanças exigidas, preservando a essência sombria e perturbadora que tornou Taxi Driver um marco do cinema. O filme acabou sendo lançado com classificação R e se tornou um sucesso da crítica, além de conquistar a Palma de Ouro em Cannes.
Mr. Scorsese, que estreia em 17 de outubro. Serão cinco episódios com depoimentos de amigos, familiares e colaboradores, revelando como ele construiu sua carreira marcante.





