Nos últimos anos, a DC Studios tem vivido uma verdadeira montanha-russa de expectativas e incertezas. Sob o comando de James Gunn e Peter Safran, a promessa era de um novo começo, com um universo coeso que uniria cinema, TV, animação e até videogames. No entanto, à medida que novos projetos são anunciados — e outros são colocados em segundo plano —, fica evidente que o caminho para essa reconstrução não será simples.
Entre os rumores mais comentados está Sgt. Rock, supostamente ligado ao diretor Luca Guadagnino e ao ator Daniel Craig. No entanto, Safran e Gunn foram categóricos ao afirmar que nunca chegaram a conversar com Craig sobre o papel, embora o nome dele tenha sido especulado nos bastidores.
Já o filme dos Teen Titans, com roteiro de Ana Nogueira (Supergirl: Woman of Tomorrow), foi um daqueles casos de “não confirmamos, mas está acontecendo”. Gunn e Safran evitaram entrar em detalhes sobre o status do projeto, mas deixaram claro que o roteiro ainda não está finalizado.
Outro caso curioso é o roteiro de um possível filme focado em Deathstroke e Bane, supostamente escrito por Matthew Orton (Moon Knight). Safran brincou com a situação, questionando se a imprensa não estava simplesmente deduzindo informações, mas confirmou que Orton está de fato escrevendo um roteiro para a DC Studios.
Entre os projetos que já haviam sido anunciados oficialmente, Booster Gold e Paradise Lost (série prequel de Mulher-Maravilha) seguem em desenvolvimento. No entanto, três títulos parecem estar enfrentando dificuldades:
- Swamp Thing: O projeto de terror está em compasso de espera enquanto James Mangold se dedica ao seu filme biográfico sobre Bob Dylan.
- Waller: O spin-off de Peacemaker, estrelado por Viola Davis, teve problemas com o roteiro e acabou sendo reestruturado após a produção da segunda temporada de Peacemaker ter avançado primeiro.
- The Authority: Um dos projetos mais ambiciosos da nova DC, The Authority perdeu prioridade por conta da dificuldade em desenvolver seu roteiro e pela influência que outros filmes do estúdio terão em sua trama.
Gunn e Safran têm adotado uma abordagem de maior transparência com o público e a imprensa, mas isso também traz desafios. Cada declaração, mesmo as mais casuais, se transforma em manchete, alimentando especulações e expectativas difíceis de administrar.
A recente foto de James Gunn ao lado de Zack Snyder, por exemplo, causou um verdadeiro terremoto nas redes sociais. Os fãs da era Snyder na DC imediatamente especularam sobre um possível retorno do diretor, algo que Gunn negou, afirmando que a imagem foi tirada apenas para provocar reações na internet.
Além disso, Gunn reforçou que, embora a DC esteja criando um universo compartilhado, os filmes e séries precisam funcionar de forma independente. Segundo ele, cada projeto deve ser uma experiência autônoma, mas ao mesmo tempo fazer parte de uma narrativa maior — um equilíbrio difícil de atingir, especialmente considerando a fragmentação do universo DC nos últimos anos.
Com a estreia de Superman marcada para julho de 2025, um detalhe chamou atenção: o filme será lançado no meio do segundo mandato de Donald Trump como presidente dos EUA. Questionado sobre como o Superman se encaixa nesse contexto, Gunn respondeu de forma estratégica, afirmando que o herói representa valores atemporais, como integridade e proteção aos mais fracos, e que seu filme não será uma resposta direta ao clima político atual.
Ao ser perguntado sobre a crescente resistência das grandes empresas à diversidade e inclusão — um reflexo da agenda política de Trump —, Gunn evitou entrar em polêmicas, dizendo que está focado em contar boas histórias e que não se preocupa com o que esperam dele nesse sentido.
Deixe sua opinião e confira outros artigos sobre o mundo dos heróis no Guia de Seriados!