A Casa do Dragão Mostra que Sabe Encantar Quando a Narrativa Encontra Propósito

Neste último domingo (21), os fãs de Game of Thrones foram presenteados com o sexto episódio da segunda temporada de A Casa do Dragão. A série, que é uma derivada do sucesso mundial, demonstrou mais uma vez que pode encantar seu público sem depender de batalhas épicas ou dragões voadores.

Lembremos que, em Game of Thrones, as batalhas campais mais icônicas, como Durolar e a Batalha dos Bastardos, só ocorreram em temporadas mais avançadas, quando a série já tinha consolidado seu status de fenômeno global. E os dragões? Só apareceram nos últimos anos, que, convenhamos, foram bastante criticados. Isso mostra que a produção original conquistou os corações dos fãs com esquemas políticos intrincados, diálogos afiados e mortes chocantes.

Então, por que a segunda temporada de A Casa do Dragão está sendo tão criticada por seguir um caminho semelhante? Na minha humilde opinião, a culpa recai sobre a qualidade do roteiro, que tem deixado a desejar. Liderada pelo showrunner Ryan Condal, a equipe de roteiristas enfrenta o desafio de adaptar Fogo e Sangue, um relato histórico do mundo criado por George R.R. Martin, para uma narrativa tradicional. Isso os força a criar tramas e diálogos inexistentes no livro, e o resultado nem sempre é o melhor possível – sim, estou falando de você, Daemon (Matt Smith).

No entanto, o sexto episódio da temporada encontrou seu propósito ao avançar na história que pretende contar. Cada diálogo e ação dos personagens principais tiveram uma influência direta no que está por vir, desde a Semeadura idealizada por Rhaenyra (Emma D’Arcy) até os conflitos internos na Fortaleza Vermelha. Vimos a influência dos Pretos crescer entre a população e uma cisão aparentemente irreparável entre Alicent (Olivia Cooke) e Aemond (Ewan Mitchell). Até mesmo Daemon, que há muitos episódios parecia perdido, encontrou um novo rumo com sua parceria com Alys (Gayle Rankin), apesar de ainda sofrer com seus delírios intermináveis.

A Semeadura, uma parte essencial da trama do segundo ano devido à sua importância para o futuro da série, mostrou rapidamente suas consequências positivas e negativas. Havia um receio de que a seleção de domadores de dragões levasse muito tempo para mostrar resultados, mas o encerramento do episódio sugeriu um avanço significativo nessa parte da história, preparando o terreno para um final de temporada apoteótico.

Não podemos deixar de mencionar os coadjuvantes que ganharam destaque, como Larys Strong (Matthew Needham), Mysaria (Sonoya Mizuno), Rhaena Targaryen (Phoebe Campbell) e Addam de Casco (Clinton Liberty). Essas narrativas secundárias serviram a um propósito maior, contribuindo para a história da série como um todo e evitando a armadilha de simplesmente esticar a trama para preencher episódios – um erro que quase custou caro para Game of Thrones no passado.

A segunda temporada de A Casa do Dragão está em exibição, com novos episódios lançados semanalmente aos domingos, às 22h, na HBO e na Max. Fiquem ligados e preparem-se para o que promete ser uma conclusão épica!

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