Desde sempre, Quentin Tarantino tem sido um entusiasta apaixonado do cinema de terror, especialmente dos representantes menos conhecidos, e um título em particular parece ter capturado sua admiração: “The Closer to Terror”, um tesouro esquecido dos anos 80 que ecoa a genialidade de “O Iluminado” de Stanley Kubrick.
Embora Tarantino nunca tenha se aventurado totalmente no gênero do terror como diretor, sua paixão por ele é evidente em sua obra, desde os personagens marcantes até as influências sutis, como a trilha sonora de Ennio Morricone em “Os Oito Odiados”. No entanto, é em suas palavras apaixonadas sobre filmes de terror que sua devoção verdadeira é revelada.
“The Closer to Terror”, dirigido pelo estreante Tony Williams em 1982, é uma obra-prima ignorada que merece muito mais reconhecimento. A história segue Linda, interpretada por Jacki Krein, que relutantemente assume a administração de um asilo após a morte de sua mãe, apenas para se ver envolta em estranhos incidentes que desafiam a lógica.
Tarantino, em sua incansável defesa do filme, o compara à obra-prima de Kubrick, “O Iluminado”, em sua essência única e atmosfera sombria. Em uma entrevista para o documentário “Beyond Hollywood: The Best of Australian Cinema”, ele descreveu “The Closer to Terror” como “um filme de terror como nenhum outro”, destacando seu tom singular e sua capacidade de criar um ar de terror fascinante e intensamente vívido.
Embora “The Closer to Terror” e “O Iluminado” possam compartilhar apenas uma aura de terror profundo, a devoção de Tarantino a esta obra obscura dos anos 80 serve como um lembrete do vasto e rico tesouro do cinema de terror, muitas vezes escondido nas sombras da indústria cinematográfica mainstream. É uma obra que merece ser redescoberta por novas gerações de amantes do terror, guiadas pelas palavras apaixonadas de um mestre do cinema moderno.